quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Odeio o vazio da sua sala
Adoro quando você puxa a cadeira e senta bem perto

Odeio te esperar quando você demora
Adoro quando me cerca e me prende com os olhos

Odeio ouvir você dizendo que vai embora
Adoro quando balança a cabeça de um lado pro outro dizendo “não”, feito uma criança.

Odeio como você me provoca
Adoro quando torce a boca desaprovando tudo...

Odeio seu orgulho, sua arrogância e sua prepotência...
Adoro quando você faz só pra me contrariar...

Odeio quando não assume que está errado
Adoro quando você me salva

Odeio quando você pega o avião e volta pra casa...
Adoro suas invenções, que apesar de não fazerem o menor sentido, são divertidas

Odeio ter de não gostar de você
Adoro sua vontade de ser seu próprio amigo

Odeio seus argumentos que sempre me fazem mudar de idéia!
Adoro sua cabeça que me faz repensar a minha

Odeio seus planos de sumir
Adoro o caimento que tem o seu jeans

Odeio o jeito que você me quer
Adoro quando tira a franja dos olhos com os dedos abertos...

Odeio que você bata a porta por último e saia achando que tem razão
Adoro quando você aparece só pra me ajudar

Odeio suas indiretas na frente das pessoas
Adoro suas notas, acordes, melodia...Sua música!

Odeio o silêncio que os fones de ouvido nos penitenciam...
Adoro seu sotaque e sua voz baixa quando canta!

Odeio o caminho único, a reta final que nos faz caminhar lado a lado, no mesmo sentido e ainda assim parecer dois estranhos...
Adoro sua previsão do tempo

Odeio me cansar de você...

Odeio a diferença que control + A pode fazer...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Não limpe as janelas!
Não desembace os vidros com a palmas das mãos,
porque você não vai querer me ver...
E não me diga o que fazer,
não me faça ser diferente,
porque eu nem sei por onde começar..."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Principito!


Seria inevitável arrumar um jeito para lhe agradecer.
Adorei tudo.
Do começo ao fim.
Obrigada por ter se abalado pra ir me buscar quando poderia ter me deixado pra trás.
Puta trabalho!
Obrigada pela companhia, pela conversa, pelos risos, pelos ensinamentos de como reconhecer uma moto com X cilindradas...
Enfim, por mais outras dezenas de pequenas coisas que fizeram a diferença...
Mas ainda sustento a bandeira de que é muito FODA ficar com você. O problema não é ESTAR com você, mas quando eu tenho de lhe deixar ir embora. É nessa hora que a dúvida do meu fracasso vem. E o que me mata é ficar imaginando "Será que ele vai ligar pra ela quando chegar em casa..." ou "Será que ele vai lembrar dela no dia seguinte..."
Mais uma vez estou amarrada em relação a isso...
Na verdade eu deveria me importar menos com fatos que são tão alheios a mim. Mas a culpa não é minha, você colocou tudo na mesa e, querendo ou não, me inseriu nisso...

Seria mil vezes mais fácil se você fosse um completo idiota, um imbecil, ordinário e medíocre como os outros. Eu saberia melhor como tratar com esse tipo de companhia (já que vivo rodeada dela nos últimos tempos), mas não é!
E isso acaba comigo, me confunde, me estilhaça.


Simples, só porque você é apaixonante...

Porque você se sacrifica e me poupa de molhar meus pés na chuva.
Porque sua mão enorme abraça a minha sem medo do julgamento de outros olhos.
Porque você beija meu umbigo, em plena praça, como se não existisse mais ninguém ao redor.
Porque você é uma criança que por alguns instantes me devolve a infância que eu perdi tão rápido.
Porque você não mente (segundo você) mesmo sabendo que poderia fazê-lo porque eu nunca descobriria (ou não!).
Porque você me faz sentir segura quando dirige.
Porque você me convence toda vez com sua teoria das calorias...
Porque eu A-doro sua falta de memória, sua espontaneidade e sua atenção.
Porque seu cabelo é liso, lindo e quando menos se espera está com o penteado do Wolverine.
Porque eu faço a maior bagunça no banco de trás do seu carro e você nem demonstra estar furioso.
Porque você explode!
Porque você é o único que me irrita de uma forma que eu adoro!
Porque, diferente das pessoas normais, você atravessa a rua quando vem vindo um carro e, se não bastasse, me puxa pela mão...
Porque é nobre o motivo pelo qual você abaixa a gola da minha cacharrel...
Porque você me beija de uma forma tão mágica e me segura com tanto cuidado que parece que sou de cristal e vou quebrar a qualquer instante.
Porque você pode me tocar que eu não vou ter medo de sentir frio...
Porque você me deseja sem nunca ter visto, ao menos, meu colo.



É involuntário, eu não pedi e nem planejei assim. E se eu pudesse escolher entre passar por tudo isso de novo e continuar com a minha vida de antes, eu optaria, sem sombra de dúvidas, por viver VOCÊ tudo de novo! Mesmo sabendo que eu iria ficar idiota toda vez que te encontrasse...
Mas afinal, quem se importa se eu não vou conseguir editar todos os meus programas a tempo de irem ao ar?
Qual o problema se eu caio da esteira enquanto corro porque eu não consigo me concentrar? Perder o ônibus de manhã porque eu não estava prestando atenção, não faz mal.
Tudo bem se a gravação atrasa dois dias porque a pauta não fica pronta!
Normal o cursor do WORD ficar piscando por trinta minutos numa página em branco enquanto a inspiração para escrever o roteiro não vem...

Eu assumo o risco...sempre disposta!


Quando disse que você era "grande aqui dentro" era de verdade.
Está guardado.
Especial...

Entenda tudo como um informativo, um "Olha do que você é capaz", um "Muito obrigada por construir momentos especiais"...


Me desculpa a forma como eu me compartilho com você.
Me desculpa se as palavras foram agressivas.
Mas se tudo isso te assustou, fique longe de mim, porque eu sou ASSUSTADORA!


"Porque eu SUPER que te gosto demais!"...


Um beijo enorme
Carinho


(Ps: Esqueci de pagar a conta no bar, fiquei devendo a água. Tô com a consciência arrastando....E VOCÊ NEM PRA ME LEMBRAR!...)



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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Algumas coisas precisavam ser feitas
Antes de você ter ido embora

Poderíamos ter dado mais risadas na mesa de um bar
Arrastado mais nossos pés nas ruas de paralelepípedo
Contemplado mais os olhos seguintes
Trocado mais cartas, e-mails, telefonemas...
Ter criado mais laços...
Em fitas coloridas
Falado besteiras no ouvido
Dançado sem ao menos ouvir a música
Tínhamos de ter escalado a pedra
E gritado lá de cima pra brincar de eco...
Alimentado os esquilos e o elefante
Limpado a mão suja de manga na calça sem o outro perceber...
Poderíamos ter escutado as respirações ofegantes
Atravessado a chuva sem ter medo de se molhar...
Esperado na linha de chegada
Feito a mala e comprado as passagens
Pulado as ondas e comido lentilhas
Poderíamos ter nos escondido dentro de algum armário até o outro encontrar
Dançado mais vezes ou desafinado...
Morrer de rir juntos com qualquer bobeira
Ter feito apostas e cobrado as dívidas!
Deveríamos ter gravado mensagens na caixa postal
Ter feito o outro esperar alguns minutos
Poderíamos ter tido Déjà vus ao mesmo tempo
Escolhido uma canção pra ser a nossa
Feito um dueto!
Viajado de carro...
Ou de bicicleta!
"Andar de mão dada na beira da praia..." à Lá Caetano
Deveríamos ter mentido mais vezes
E com um sorriso entregar a verdade
Ouvido o sono do outro pela manhã
Pulado de pára-quedas ou desistido na última hora
Subido numa árvore e arrancado as cabeças das saúvas
Correr na areia fofa até o primeiro cair
Passar protetor solar no nariz
Fazer desenhos nos vidros embaçados
Chorar as mesmas lágrimas
Segurar mais as mãos
Dito SIM!
Nós deveríamos ter tido um bebê
E torcido para que fosse uma menina!
Escutado um choro a noite e tirar par ou ímpar pra ver quem iria até o berço
Discordado da cor da tinta da parede da sala
Disputado o melhor lado da cama ou o controle da televisão
Abotoado os botões da camisa
Rasgado as roupas!
Deveríamos discutir e depois fazer amor na mesa do computador
Precisávamos ter acendido a lareira a tempo
Escrito um livro juntos
Adotado um cachorro, cinco talvez...
Tínhamos de ter tido uma super idéia pra ficar ricos!
A gente podia ter discordado em diversos pontos
Ter perdido a memória e feito confusões...
Deveríamos ter virado super-heróis
Envelhecido juntos e morrer de mãos dadas enquanto dormíamos...
Então você poderia voltar pra lá
Que eu já teria te tido pra sempre...


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Fico pensando que o ano que passou foi uma fase.
Uma fase muito boa, que curtimos muito, fizemos muitas "loucurinhas e planinhos", uns deram certo, outros nem tanto, mas o que importa? O importante é que não desistimos nunca e por isso minha consciência fica em paz, porque arranjei uma parceira, 'fiel escudeira'!

Foi uma época que fizemos muito esforço, sacrifícios, uma pela outra. Um dia era eu que queria ir muito e você varava a noite e o dia nas suas gravações, outro dia era você que tinha de ficar e eu ficava junto mesmo tendo de beber 5 litros de café pra poder agüentar um dia de curso inteiro. Ora era no meu colo que você chorava, ora era eu que me desmanchava no seu ombro. A gente já voltou rindo, chorando, morrendo de raiva, bêbadas, felizes, insatisfeitas, com medo (lembra do taxista maníaco/doido?).

Foram dias pra relembrar com nostalgia, muito bons, mesmo aqueles que dava tudo errado e que tomávamos na cabeça! Somos testemunhas das dores e alegrias uma da outra. Temos frases, sons, “deixas”, músicas, falas, roupas que só nós entendemos o significado. Dividimos os mesmos homens e não temos vergonha disso. Agüentamos o mau-humor da outra no meio de uma balada, olhos ressecados, enjôos, reconhecemos um olhar de raiva e ódio à distância, tomamos as dores haja o que houver: SEMPRE! Nós somos uma quadrilha de duas!

Como tudo na vida, as coisas vão mudando, é a ordem natural; novos empregos, novos amigos, novas baladas, novos amores, a distância. Seu quase certo futuro namoro é uma dessas mudanças, por mais que você diga que com ele não tem problema, ele é sossegado, não pega no pé, que nossas baladas continuarão etc, etc, não vai ter como evitar. Talvez tenha vindo em boa hora, já que não temos mais tanto tempo juntas quanto costumávamos ter. Era diferente porque nós éramos 100% uma da outra; trabalhávamos, estudávamos, almoçávamos e ainda saíamos juntas pra todo lugar.

Se te vem à memória, tudo começou com mais verdade depois que você terminou o seu namoro, ficou solteira e do mundo! Ficamos mais cúmplices. Devo nossa amizade à muita gente e à muita coisa; ao Silvio, ao Sesi, ao Sócrates, ao TCC, à Tristão e Isolda, ao Hélio. Ah Hélio, quantas baladas nossa amizade te deve!

Sinto que entramos, agora, em outro momento...

Claro que eu vou sentir falta da forma como administrávamos nosso carinho, respeito, atenção, mas entendo que tudo aquilo serviu para sermos mais íntimas e desse jeito fortalecer nossa “relação”.

Ta forte agora, corrente de titânio, não quebra nem desmancha. Passarão os anos, mas isso e muito mais irá ficar. Nossos telefonemas, e-mails, as festas, conversas, baladas, mesmo com todas as transformações, não cessarão, embora sejam diferentes de agora em diante. E não adianta falar “NÃO” (a lá Tristão) porque é a verdade.
Não gosto, queria que fosse daquele jeito pra sempre, mas nós temos de crescer, para todos os lados, pro amor, para a profissão, para a família. O que me conforta é o fato de que, embora eu seja obrigada a crescer, existe um núcleo e você faz parte dele. Só vai embora se eu explodir!

...never ends...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Apesar de termos 4 bons motivos para nos convencer de que não deveríamos lembrar dessa data com alegria, em decorrência dos fatos ocorridos recentemente, fizemos um esforço e após longas, árduas e duras digressões, encontramos, com sucesso, 27 razões para fazer do dia doze de setembro uma passagem especial.
Incrível o quanto você consegue ser antagônico; ora sorri com as covinhas e a inocência de uma criança, ora exala malícia e libido. Ora amedronta com a altivez de um olhar, ora cativa com um gesto ameno. Concordamos, e é exatamente isso que nos frustra, que não houve tempo hábil para decifrarmos qual dessas é a sua verdade, ou seja, você é um desconhecido, que se faz ser confundido, e que ainda assim provoca esse sentimento de aproximação.
Não queremos acreditar no quão efêmera possa ser sua presença, preferimos pensar que você é algo que vale muito a pena ser cultivado na nossa vida. E, ainda que seu personagem seja passageiro na nossa obra, queremos nos sustentar nas boas memórias de uma temporada intensa.

Feliz aniversário. Tenha um bom momento.

Enfim, daremos os créditos a quem realmente os merecem.
A seus pais: Parabéns pela bela produção.



“Esquece tudo o que foi dito, tudo o que foi feito e o que foi escrito.
Estamos magoadas e por isso não gostamos de você.”

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Sinto falta de esticar as pernas por debaixo da mesa e
apoiar os pés na cadeira da frente
enquanto tomo meu café-da-manhã sozinha..."
Wall-E
Há exatamente um ano eu estava arrumando documentos, assinando papéis, levando-os pra agência, preparando tudo pra ser contratada. Desde então, agradeço por ter subido por aquele lado; a coxia da direita.
Lembro claramente quando me disseram: “Fica aqui e vai dando uma olhada como são as coisas”... E ali eu fiquei, fui ficando. Hoje não consigo subir pro palco sem ser por aquelas escadas, mesmo que fique mais longe, quando me dou conta, já subi...
Nunca conseguimos responder o porquê de eu ter ficado daquele lado, foi forte, inconsciente. Simplesmente me fizeram me sentir bem: “Vem, vamos pegar a contra-regragem...” – foi o que você me disse naquele dia, me inserindo no mundo de tantos homens que mal me percebiam em meio a um cenário tão gigantesco. Me “acolheu” e me fez sentir parte de uma coreografia incompreendida a primeira vista.
No início era tudo muito estranho, a fase de conhecer um ao outro, de germinar uma amizade simbólica, de se estranhar, de brigar...No entanto, nada suficiente pra nos afastar, gratificante!
Nossas longas conversas sobre vida pessoal; eu conhecendo seu passado de tantos acontecimentos e você enxergando a menina que eu não conseguia deixar de ser. Foi ficando maior; confiança, intimidade, carinho...Ciúmes!
Que bom ter conhecido você, ter tido a oportunidade de passar tantas horas ao seu lado, por ter dado tantas risadas, por ter aprendido coisas ímpares, e por ter chorado...É, foi você o primeiro a perceber que algo andava errado comigo quando terminei meu namoro, que ficou ajoelhado perto da poltrona laranja enquanto eu chorava feito uma criança, me pedindo pra enxugar as lágrimas e não deixar ninguém me ver naquele estado. Pode você nem lembrar disso, mas foi importante, e coisas assim é que me fazem dar valor as pessoas.
Você não soube me mostrar o significado de especial, todavia, eu digo que você é especial porque é simples, claro, honesto, raso, aberto...
Pra que falar, quando seus olhos me recolhem?
Por que agir, se apenas segurando minha mão você já me conforta?
Pra que fazer, quando um sorriso seu torna tudo mais bonito?
É assim, e mesmo se tudo for uma grande mentira, como algumas coisas que aconteceram na minha vida, deixa eu acreditar que seu carinho é verdadeiro, que você realmente é o que minhas impressões detectaram, pelo menos até o dia que minha presença não existir mais.
Admiro sua força, sua habilidade, seu capricho, sua indignação, coragem, astúcia, sua fragilidade, simpatia, sua inocência, alegria...
Sinto inveja da sua família, uma inveja boa, porque é bom ver alguém com quase a minha idade realizando um sonho que é meu...
Cuide dela, é sua maior riqueza, e é uma das coisas que mais respeito em você. Não é qualquer um que larga “os prazeres” da juventude pra assumir tanta responsabilidade.
Queria fazer dessa carta algo muito mais importante que um simples cartão de aniversário, porque é uma data especial pra mim também...Mas não vou deixar de te desejar toda e qualquer felicidade do mundo, aquela que tu puder conquistar com a braveza que dispensa a tudo o que faz. Cada dia é um dia, porém, entenda melhor seus objetivos e metas agora, pra poder ter um futuro menos frustrante...
Você é jovem e a vida está a sua espera. Quero, um dia, poder te reencontrar e ouvir você dizer que é feliz, da forma que decidiu viver, e te prometo que não vou te repreender...
Fica expresso, então, meus melhores sentimentos pro resto da sua vida!

Avenida Dropsie