Agradecer pelo o que fizeram comigo e sempre fazem...
Achei lindo vocês me acolhendo na sexta-feira porque sabiam que eu precisava de distração. E mesmo com toda minha depressão me agüentaram e fizeram de tudo para que eu me sentisse melhor.
No sábado, eu não esperava que vocês me ligassem pra saber como eu estava, achei mesmo que eu tinha virado carta fora do baralho, pelo menos por aquele instante. Mas vocês jogaram a bóinha e me socorreram de mim mesma.
Adorei me sentir querida mesmo nos momentos dos meus ataques de mau-humor, foi como se me tivessem dito "Você não está sozinha, segura a nossa mão..."
E se na sexta perceberam o quanto eu queria passar a noite sozinha, me levando pra casa, no sábado já sabiam que eu não podia perder nenhum ombro, porque a noite ia ser muito difícil...
Obrigada pela proteção e pelo cuidado em não me levar, na sexta, em algum lugar que pudesse me deixar pior do que estava. E obrigada pelo conselho (meio debochado) antes de sairmos de casa, no sábado; "Se eu fosse você eu não ficava com ele". Obrigada por me esconderem tudo o que eu não precisava saber e por terem me recolhido depois que eu soube. Ao passo que me poupam, conseguem ser super sinceros comigo...
Isso eu reconheço.
A-D-O-R-E-I , com certas ressalvas, o bar de sábado. Adorei as pessoas, as músicas, ficar bêbada com a Magui de novo, dançar com o Vitor...Adorei a atmosfera "BAR"...Embu é linda, super agradável...
Desculpem pela minha crise de "solidão" mas acontece de vez em quando. E Mari, apesar de estar ocupada demais pra me dar atenção naquele momento, saiba que só seu olhar é consolador, e outra, eu tinha o "Victinho", ele foi ótimo...
Passei por um shake de sentimentos que fez meu domingo ser muito foda. Me senti insegura, confusa...Um monte de coisa entalada que eu não consegui dizer, e só fui me dar conta disso no dia seguinte (mais sóbria de álcool e de coração).
Tentei escrever um e-mail, mas não encontrei argumentos suficientes que me fizessem acreditar que isso seria uma boa opção. A Mari sabe, minha melhor arma é tudo que eu posso e consigo escrever, e se nem mesmo isso está me motivando é porque tá tudo muito FODA de verdade!
Acredito que o cuidado de agora em diante deva ser maior. Cautela em aceitar um telefonema de vocês dizendo "Vamos sair?!" ou "Sexta-feira não dá pra ficar em casa, Maria", porque não vou conseguir ficar esbarrando por aí com velhos sentimentos. Mas não se preocupem, prometo não me fazer de rogada e me prometam que vão aceitar minha recusa...
Não sei se agora vocês entendem o porquê de eu não me permitir ter certos sentimentos (remetendo ao nosso assunto no carro na sexta-feira). Quando eu afirmei "ainda consigo decidir o que é bom e o que não é" não era 100% verdade. Ultimamente só tenho apontado o dedo da escolha para os "errados" e tenho arcado com muitas conseqüências dentro de mim.
É como a Mari diz, porque ela me conhece, eu não quero casar, mas a opção não é levar um Looser no meio da testa. Sempre me apaixonei por tudo o que fiz e por tudo o que eu tinha. Paixão no sentido de ser sincera, de ser imparcial, íntegra, e, acreditem ou não, isso nunca foi um problema pra mim, pelo menos durante, o problema sempre vem depois. Paciência!
De um problema que era só na minha cabeça, distante, impalpável, translúcido que só eu insistia em ver e chorar ao som "Eu perdi o meu medo, o meu medo, o meu medo da chuva", arrumei outro bem grande, super real, doloroso e que todo os olhos se apontavam pra mim em tom de comparação, curiosidade (talvez)...
Eu vou dar um jeito de controlar tudo isso, sempre fui boa nessas situações de me auto-ludibriar.
Muito obrigada, de verdade!