terça-feira, 28 de julho de 2009

Essa noite eu sonhei com você. E com ele...

E com mais uma pessoa.

Era um lugar todo branco. Tinha um corredor comprido que depois de um ou dois metros abria um cômodo à direita e mais pra frente, seguindo nesse mesmo corredor, ainda tinha uma porta à esquerda.

Esse lugar estava sendo pintado, apesar das paredes serem mais brancas do que qualquer branco que eu já vi na minha vida. Tinha pintores e pedreiros por toda parte, mas eles se concentravam mais nesse cômodo que se abria pra direita antes da porta à esquerda. Tinha lá uma iluminação mais forte, mas não era “amarelada”, era BRANCA também, o que deixava as paredes mais alvas ainda...

Ele era o “mestre de obras” e parecia estar comandando todo o trabalho. Estava todo vestido de preto mas tinha uns respingos de tinta branca na roupa (daí eu concluir que ele fazia parte da reforma).

Eu cheguei com você, mas você nunca ficava na minha frente. Ia sempre atrás de mim ao meu lado direito, como se estivesse me guiando pra algum lugar. Quando eu cheguei nesse corredor e o vi, ele me olhou e sorriu: “A gente tem uma surpresa pra você...” – e você colocou a mão no meu ombro...

De onde eu estava eu já conseguia ouvir o barulho da porta à esquerda se abrindo e vi quando alguém colocou só o pé pra fora. Estava calçada com uma bota preta, de salto, mas o salto não era fino, era quadrado, acho, daqueles saltos não tão altos, sabe?

E ele continuava me chamando: “Vem, pode vir!”.

Você sempre me acompanhava com as mãos e os pedreiros continuavam fazendo o trabalho deles...

Então uma mulher saiu de lá de dentro. Ela usava um vestido preto, longo e solto, era loira, não tanto, castanho claro! Não era super magra nem gorda. Era mais alta que nós três. E quando ela me viu, veio na minha direção e eu segui pelo corredor também...

Ela me abraçou. Forte.

Ele estava atrás dela, ao lado direito, e você atrás de mim, também ao meu lado direito. Eu chorava muito, mas não estava triste. E ela me abraçava mais forte ainda...

E a última coisa que eu ouvi foi o Eduardo dizendo:

“Viu? Ela está bem...”

Entendi....

Técnicas de como deixar a Valéria curiosa!

"Principalmente porque...!?"

Não estou dizendo que queria que você ficasse na net o dia todo me mandando emails a torto e a direito....

Eu entendo que nao dê pra entrar na net quando você está trabalhando (isso seria o certo até) só que quando você chega em casa você nem se dá ao luxo....

É ruim...

Fica alheia a tudo...

Quando nos falamos por telefone não dá tempo pra dizer todas as coisas. Quando saimos temos TANTOS problemas pra resolver e TANTAS pessoas pra dar atenção que nem conversamos direito...

Eu gostava de amiga que me ouvia, que gastava longas horas na frente do computador ( com o ZUMA pausado) me ouvindo, sem dizer uma palavra sequer, mas me ouvia...

Você não sabe mais nada de mim!

Sabia que eu passei a semana mais aflita de todos os tempos, que tá doendo tudo e eu não sei explicar o por quê...

Sabia que eu tô me sentindo uma idiota e me odiando e me achando a pior das piores?

NÃO, não sabia! E ninguém sabe!

Não dá pra ficar contando essas coisas pro seu namorado....Ele não faz parte!...

Era você que tinha de, pelo menos, ler tudo o que eu sinto e, por mais que nao possa responder, MANDAR UM PONTO DE EXCLAMAÇÃO, que eu ja entenderia como um: "Relaxa, eu estou com você..."

Escreveria mais um milhão de coisas, mas tenho a programação pra subir...

Cabeçudinha!

Não te briguei...

Não tô brava...

Só estou sozinha...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Amore,

Todo mundo vive pela busca de alguma coisa na vida...
As ciscunstâncias vão se pondo a medida que vivemos e diante delas precisamos fazer escolhas.
Uns erram, outros acertam sem muita certeza, alguns nem sabem o que estão fazendo, tem aqueles que acertam na primeira, outros pensam demais e nunca chegam a lugar nenhum, planejam um futuro que nunca chega por falta de presente...
Vítimas do julgamento: o certo e o errado!

“Escolha errar o quanto quiser, mas tenha consciência dos seus erros para depois não achar que tudo foi em vão...”

Eu tenho absoluta certeza dos meus erros, eles são conscientes. Às vezes erro conhecendo os principais riscos que corro.
Erro mesmo sabendo que as consequências podem ser dolorosas e que podem levar um tempo incontável pra sumir.
Mas, apesar de ser um erro, é uma escolha também, e toda escolha tem um fundo de liberdade, de busca...
Todo mundo baseia sua própria busca num propósito...
Eu busco, você busca, ‘ele’ busca...
Todos nós.
O importante, e que algumas vezes chega a ser o mais excitante da vida, é que não há como julgar a busca do outro...
Eu não posso dizer se o que você quer, se as coisas que você faz, vão ser boas ou se elas te tornam uma pessoa ruim. Assim como você não pode me julgar por fazer as coisas que faço...
Cada um acredita naquilo que lhe parece mais verdadeiro, mais real, mais passional...
Se não for assim, a minha vida não tem graça.

Sim, eu já sabia de quem você falava...
Aliás, soube no momento que você me olhou indo embora.
Antes até! Soube na hora que você disse: “Não sei se te amo ou se te odeio...”.

Eu entendo quando você diz que já está “acostumado” com isso...
Mas não aceito!
Experiências parecidas que se repetem podem, de fato, te obrigar a se adaptar a certas situações...
Mas ao contrário de você, eu não me “acostumo”, nem me adapto...
Simplesmente não aceito que enganos aconteçam na minha vida e eu simplesmente vá me moldando a eles.
Não seja sua própria vítima. Ninguém vai sentir pena porque você fracassou com você mesmo...
Antes dos "enganos" acontecerem tome consciência das suas escolhas de acertos ou erros...

Já estive no meio desse engano da vida envolvendo exatamente as mesmas pessoas.
Na ocasião, eu comprei a briga por ele, que nunca fez idéia disso. Me afastei de uma pessoa que não se conteve de "ciúmes" e acabou falando coisas sem o menor cabimento...Ainda bem que nunca vou ouvir de você nada que eu desgoste com relação as escolhas que eu fiz...Isso vai permitir que ainda exista conversa entre nós dois. Não preciso ser radical contigo, mesmo porque eu bem sei que você nunca falaria mal do seu melhor amigo pra mim...

Nós já tivemos essa conversa uma vez, lembra?! A forma como as coisas aconteceram eu não posso mudar. Eu fiquei com ele numa ocasião completamente adversa. Ele não ser meu amigo na época - e permanecer assim até hoje - se tornou um ponto a favor dele (ou meu). Se eu tivesse de perdê-lo não ia fazer a menor diferença, eu continuaria vivendo muito-bem-obrigada. E entenda minha postura; quando digo "perder", eu perco MESMO! Eu sou capaz de acabar com qualquer rastro de uma pessoa na minha vida com uma intensidade tão assustadora que não é à toa que me chamam de "coração gelado". E por essas escolhas "radicais" que faço que não gosto de colocar pessoas queridas nessa condição, entende? A relação que nós conseguimos erguer nesse tempo é muito maior do que "alguém me levar pra casa", e sei que podemos ir muito mais alto do que já estamos. Se isso algum dia tudo vier a baixo, por falha minha ou sua, eu vou lamentar muitíssimo...
Eu não sei o que pode acontecer quando estivermos lá em cima, ou no meio do caminho, mas se qualquer coisa acontecer vai existir um alicerce tão bem feito, que a chance de desabar vai ser mínima, e a perda total vai ser só um vago pensamento...
É assim que, contraditoriamente, eu construo minhas relações na vida, não seria diferente com meus amigos (amigos = pessoas pra vida toda).

Acho o ciúme um sentimento muito nobre, ele demonstra que de algum jeito você se importa com alguma coisa além de você mesmo. Se você tem carinho, cuidado, respeito, amor, admiração, tudo isso pode lhe deixar a deriva de ficar “jealous”. Você se sentir assim, em relação a mim, não me provoca espanto nenhum. É uma honra e eu também sentiria o mesmo por você...Mas aí está a questão; acho que eu sentiria um ciúmes diferente do que o que você pode estar sentindo...
Muito me parece - e isso muitos podem provar - que você gosta de mim pelo o que eu pareço, pelo o que eu carrego superficialmente, não pelo o que eu sou. Você não conhece metade do que existe aqui, nem no que pode se transformar (e a recíproca é verdadeira).

Só que eu não posso julgar suas "buscas-escolhas".

terça-feira, 14 de julho de 2009

À mim...


A ansiedade começou na compra do ingresso. Eu sabia que aquele pedaço de papel era minha chance, tão esperada, de revisitar momentos, sensações e sentimentos passados...

Foi como se eu estivesse com a oportunidade de rever alguém que já morreu nas mãos...

Esperar por aquele terceiro sinal foi muito mais especial do que qualquer outra espera, em qualquer outra poltrona de teatro. A música de entrada do público não era mesma, mas ainda assim trazia pros ouvidos a mesma melodia que tantas vezes embalou nossa expectativa atrás das cortinas.

E o espetáculo começa! Terceiro sinal e o grande pano azul se abre. Com a boca de cena completamente aberta a fumaça invadiu a platéia, e eu senti o cheiro da glicerina que tínhamos de soltar 10 minutos antes do início da primeira cena. A mesma fumaça branca que invadia os corredores e salas lá embaixo e subia pelas grades colocadas pacientemente no palco.

Eu esperava por surpresas, mas não contava que elas fossem surgir aos meus olhos com tanta rapidez! A primeira cena tinha sido modificada, e me bateu um desespero, passou pela minha cabeça que muita coisa poderia ter sido alterada, mas mesmo assim coloquei em risco todas minhas expectativas. Eu poderia sair dali odiando tudo, mas...

As mudanças que vieram nas cenas seguintes não me impediram de sentir tudo o que eu estava disposta a sentir.

Ainda tinha na memória grande parte do texto. O que deveria estar na boca só dos atores inevitavelmente entrou na minha cabeça como a letra de uma música que se ouve todos os dias. Saber a deixa e esperar pelo próximo movimento do ator não fez o espetáculo perder a graça, muito pelo contrário, voltei meus olhos pra coisas que eu nunca tinha visto antes, ações que, por estar escondida na coxia esquerda, me impedia de assistir.

A moeda que foi jogada pro cantor de ópera, o isqueiro que iluminou o recado de “Helen”, o barquinho de papel feito nas escadas, são minhas memórias materiais. Não ficam mais dispostos numa mesa de madeira esperando para serem conferidos pela diretora de cena, estão comigo e ainda as guardo com muito zelo. Um pedaço da ‘Avenida’ que roubei pra mim.

E com os trovões veio minha inquietação. Esperava a mulher que sairia para comprar a cerveja. Ela precisava abrir o guarda-chuva e aí sim eu poderia girar o registro e soltar a “chuva”...Sim, aquela mesma chuva que caia nesse ‘novo’ espetáculo, uma vez tinha sido derramada por mim...

A coreografia debaixo daqueles 7 mil litros de água ainda era encantadora, mágica. Incrível mesmo pra mim que sei todo o segredo. Fico ainda com a curiosidade inocente; “De onde vem e pra onde vai tanta água?”.

As luzes que vinham das laterais faziam brilhar a cortina de água que caía com força e foi essa visão que me deu de volta a lembrança da nossa coreografia, parcialmente seca, fora de cena. E de repente eu parei completamente de assistir o espetáculo como apenas mais um daqueles que estavam sentados naquelas poltronas. Eu assisti a coxia, eu assisti atrás do ciclorama, eu assisti as escadas. E eu lembrei de todos os movimentos, das trocas de roupas que deviam ser feitas com sincronia, perfeição e muita agilidade, da contra-regragem disposta em todos os pontos estratégicos, das piadinhas que vinham das cenas, das brincadeiras que saiam da coxia pro atores em cena, dos comentários que eram feitos religiosamente em momentos específicos, das reclamações quando a chuva estava fria, do “trânsito” por trás do prédio...

Avenida Dropsie me fez voltar no tempo, me fez ser parte de novo, fez minha memória voltar naquela época e sentir tudo aquilo de novo, e eu gostava...

De todo o processo...Todo.

Sair, ir embora, deixar aquela caixa de mágicas não foi doloroso, porque o encantamento ainda continuava. Subir pelas escadas brancas só me remeteu ainda mais a época que eu tinha de “voar”, coxia a baixo, tirando o uniforme pelos corredores, me trocar em menos de 5 minutos e sair correndo com minha mochila nas costas. Não perder o ônibus era o objetivo. Tive de novo a sensação de ser A estagiária. Senti como era ser, de novo, parte da equipe. Quantas noites eu fiquei esperando o ônibus e vendo o público se dispersar tecendo todos os tipos de comentários. E voltei pra uma época que minha única preocupação era tentar dormir mais que cinco horas por noite, me dar bem na prova de ciências políticas no dia seguinte, e principalmente, com toda a confusão que eu conseguia arrumar naquele lugar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Só assim pra você me dar ao luxo de ler um e-mail gigante seu!

Comigo não aconteceu nada.

Você que tá explodindo em todos e-mails...

E tudo porque eu disse que você tava miando todos os programas CASPERIANOS!...

Não disse nada além disso...

E tá aí inventando que eu briguei com você?

Quando isso?

Leu isso onde?

Quando falei que te queria "ao me lado", era na festa, não “all the time”. Daí você me manda um e-mail me jogando na cara todas as vezes que saiu comigo desde que eu voltei (ou desde que você começou a namorar?) como se isso tivesse sido um sacrifício imenso, doloroso ou se tivesse feito um GRANDE favor pra mim....

Não disse que estava faltando comigo e também nunca pedi pra conciliar nada comigo e com ele. Fica até parecendo que eu sou sua ex-atual...

Péra la né!

Seu namorado é seu namorado. Agora é você que faz parecer que nós estamos numa disputa...

Portanto NÃO ME IRRITA!

Tudo bem se não for à festa por causa de locomoção. Sair com você tantas vezes me tinha feito esquecer uma grande característica dos meus "amigos": ser TOTALY ROOTS!

Nós vamos de ônibus mesmo e ainda por cima VOLTAMOS! A Léts me ensinou isso, e com ela eu aprendi ser totalmente independente de qualquer pessoa ou ocasião e mais; independente de qualquer imprevisto...

Tudo bem se não for à festa, temos uma leve impressão de que pode ser um pouco miada. Por ter sido organizada por outras pessoas a comissão do ano passado não consegue garantir nada nesse ano...

Tudo bem se não for à festa, me lembrei que, pelo menos nessas festas de faculdade, nós não compartilhávamos muitos momentos...

Não sei como vou fazer amanhã. Preciso pedir alforria pro Dado pra sair mais cedo e provavelmente vou direto. Encontro com vocês lá no fouyer!

Beijo...

Val!