Uma fase muito boa, que curtimos muito, fizemos muitas "loucurinhas e planinhos", uns deram certo, outros nem tanto, mas o que importa? O importante é que não desistimos nunca e por isso minha consciência fica em paz, porque arranjei uma parceira, 'fiel escudeira'!
Foi uma época que fizemos muito esforço, sacrifícios, uma pela outra. Um dia era eu que queria ir muito e você varava a noite e o dia nas suas gravações, outro dia era você que tinha de ficar e eu ficava junto mesmo tendo de beber 5 litros de café pra poder agüentar um dia de curso inteiro. Ora era no meu colo que você chorava, ora era eu que me desmanchava no seu ombro. A gente já voltou rindo, chorando, morrendo de raiva, bêbadas, felizes, insatisfeitas, com medo (lembra do taxista maníaco/doido?).
Foram dias pra relembrar com nostalgia, muito bons, mesmo aqueles que dava tudo errado e que tomávamos na cabeça! Somos testemunhas das dores e alegrias uma da outra. Temos frases, sons, “deixas”, músicas, falas, roupas que só nós entendemos o significado. Dividimos os mesmos homens e não temos vergonha disso. Agüentamos o mau-humor da outra no meio de uma balada, olhos ressecados, enjôos, reconhecemos um olhar de raiva e ódio à distância, tomamos as dores haja o que houver: SEMPRE! Nós somos uma quadrilha de duas!
Como tudo na vida, as coisas vão mudando, é a ordem natural; novos empregos, novos amigos, novas baladas, novos amores, a distância. Seu quase certo futuro namoro é uma dessas mudanças, por mais que você diga que com ele não tem problema, ele é sossegado, não pega no pé, que nossas baladas continuarão etc, etc, não vai ter como evitar. Talvez tenha vindo em boa hora, já que não temos mais tanto tempo juntas quanto costumávamos ter. Era diferente porque nós éramos 100% uma da outra; trabalhávamos, estudávamos, almoçávamos e ainda saíamos juntas pra todo lugar.
Se te vem à memória, tudo começou com mais verdade depois que você terminou o seu namoro, ficou solteira e do mundo! Ficamos mais cúmplices. Devo nossa amizade à muita gente e à muita coisa; ao Silvio, ao Sesi, ao Sócrates, ao TCC, à Tristão e Isolda, ao Hélio. Ah Hélio, quantas baladas nossa amizade te deve!
Sinto que entramos, agora, em outro momento...
Claro que eu vou sentir falta da forma como administrávamos nosso carinho, respeito, atenção, mas entendo que tudo aquilo serviu para sermos mais íntimas e desse jeito fortalecer nossa “relação”.
Ta forte agora, corrente de titânio, não quebra nem desmancha. Passarão os anos, mas isso e muito mais irá ficar. Nossos telefonemas, e-mails, as festas, conversas, baladas, mesmo com todas as transformações, não cessarão, embora sejam diferentes de agora em diante. E não adianta falar “NÃO” (a lá Tristão) porque é a verdade.
Não gosto, queria que fosse daquele jeito pra sempre, mas nós temos de crescer, para todos os lados, pro amor, para a profissão, para a família. O que me conforta é o fato de que, embora eu seja obrigada a crescer, existe um núcleo e você faz parte dele. Só vai embora se eu explodir!
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