quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

“Não precisa me dizer nada,
eu não quero saber o que aconteceu...
Só vem cá,
Me dá um abraço...”

E foi assim que você me conquistou...
Eu, na praça, chorando copiosamente ao som de:
“...Eu perdi o meu medo da chuva...Aprendi o segredo da vida vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar...”.

E você, na praça, não precisou conhecer nenhum motivo pra me dar colo...
Simpatia que contagia, Generosidade que transborda, Alegria pegajosa.
Espaço é o que não falta no seu coração para adotar mais um amigo, diga-se só pela quantidade de OI´s que você tem de dar quando chega num lugar. Todo mundo gosta de você, assim, exatamente da forma que você é; simples, humilde, divertido, inteligente, incapaz de recusar um sorriso...
E nesse mesmo dia, você não me deixou ir sem antes me fazer arrastar os pés sobre os paralelepípedos de Embu...

“Já vai?
Não!
Vem dançar comigo...
Eu te ensino...”

E foi quando eu me apaixonei por:

“Na bruma leve das paixões que vêm de dentro, tu vens chegando prá brincar no meu quintal. No teu cavalo, peito nu, cabelo ao vento...”

“Um pra frente e um pra trás...”

É por sua causa.
Toda vez que ouço a música, minha primeira lembrança é você; inevitável...
E como foi bom ir pra sua cidade jogar conversa fora numa mesa de amigos. Foram raríssimas as vezes que tivemos essa oportunidade, mas eu juro que amei cada uma delas, me diverti tudo o que eu consegui e torci pela seguinte ser o mais breve possível. E a única que vez que você não foi, acredite, voltei pra casa com a sensação de que não tinha sido bom...
Com você não tem tempo ruim, a não ser quando a festa vira uma rave! Mas aí você reúne todo mundo e leva pra praça que tudo fica bem no final...

“Eu lembro da moça bonita da praia de Boa Viagem.
E a moça no meio da tarde de um domingo azul. Azul, era Belle du Jour, era a bela da tarde...
Seus olhos azuis como a tarde.
Na tarde de um domingo azul, La Belle du Jour!…

“Anunciação...” o começo...
A última foi “La Belle du jour” com muito;

“gira, gira, gira, gira, girassol...Um girassol nos teus cabelos...”

Sem labirintite...
Apesar de me atormentar essa sensação de perda, despedidas e pré-saudade, faço gosto da sua viagem. Entendo que é preciso quebrar nossas próprias barreiras, de vez em quando, e voar pro mundo, se abrir para as coisas, lugares, pessoas novas...

“Prefiro ser essa metamorfose ambulante ‘do que’ ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”

E essa sua postura de “sinto frio na barriga, mas quero muito ir” me deixa com o coração em paz, porque sei que você vai ficar bem.
Fico aqui com a certeza de que não vai existir alguém capaz de não gostar de você. Essa é a sua vantagem em cima dos outros; constrói laços com as pessoas da forma mais natural possível...
Não precisei ser sua amiga por anos pra gostar de ti.
Gosto por apenas algumas horas de choros, risos, rodopios, bobeiras, presentes, vodkas...Mas gosto de verdade, o suficiente para te querer muito bem!
Faço parte da torcida organizada que torce para que o seu time ganhe. Torço pra tudo dar certo, e se for assim, pra você voltar melhor do que foi!

“A voz do anjo sussurrou no meu ouvido. Eu não duvido já escuto os teus sinais, que tu virias numa manhã de domingo...Eu te anuncio nos sinos das catedrais...”

17/10/08

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