segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Acabei de te ligar, já sei que está bem e por isso decidi escrever esse e-mail.


Adorei conhecer o tal do JUCA. Acho que foi uma experiência muito bacana pro momento de descobertas que estou vivendo. Se fosse em outra ocasião certamente detestaria tudo, mas gostei muito do fato de ter de ir em busca do próprio alimento, de me aventurar por um chuveiro, de dormir num chão duro e frio...Adorei os jogos, o homem-boneco-de-olinda-pássaro, o próprio homem-pássaro, o MASTER de bateria, a bateria... Acho que ano que vem quero mais, ainda bem que existe essa possibilidade, ficaria muito triste se eu fosse privada de freqüentar esse ambiente novamente.

Apenas um ponto me deixou realmente triste em pelo menos três dos quatro dias que ficamos lá: MEUS AMIGOS!
Eu juro que não esperava nada do que aconteceu, em quatro anos nunca tinha pensado que isso podia acontecer, mas aconteceu e foi isso que me fez repensar algumas coisas, avaliar a amizade e até que ponto ela vale a pena.

O último dia foi o mais difícil, eu estava extremamente sensível, irritada, sabe aquelas TPM foda pra caralho que qualquer gota d´agua te faz explodir, pois é...

Assim estava eu, e vocês foram me cutucando do Mário Covas até o outro ginásio, eu juro que tentei levar tudo na brincadeira mas, como a irritação vinha desde o primeiro dia, eu EXPLODI!

E além de tudo, o mais foda foi ver meus amigos não dando a mínima pra isso, sem terem ao menos a sensibilidade de saber o que se passava ou me perguntar o que tinha acontecido.

Foi foda te ver passando olhando pra mim e achando a coisa mais normal eu estar naquela situação, passou vazia, olhou, mas não fez questão.

Começo a pensar que essa sua posição de se calar em frente ao problema alheio tenha nos prejudicado.

Não sou tão ingrata a ponto de não reconhecer tudo o que você faz por mim, o quanto me ajuda em vários sentidos...
Essa negligência por parte dos outros nem me causou tanto estrago, mas a frieza da pessoa que eu mais considerava foi difícil de ver, sentir...

Os motivos que me levaram a ficar daquele jeito foram se acumulando e um complementando o outro. Cheguei a conclusão de que a amizade que une vocês (Rafa, Joy, Fê, Mari) a mim é bastante superficial, acho que só posso chamá-los de colegas de faculdade, porque num passeio que acreditei que seria UM MÁXIMO eu vi como eu sou descartável, apenas uma a mais.

Excluída, assim que eu me senti.


Precisei de cuidados, de atenção, precisava saber que eu era importante ali e tudo que via era vocês fumando o dia inteiro, rindo entre vocês, se fechando como se fossem os únicos e me pondo cada vez mais distante.


Bem num momento que eu não estava conseguindo me controlar. Eu me retirei, confesso. Me retirei numa hora que não agüentava mais.

Das outras vezes, em outras festas e passeios, era divertido ficar com vocês mesmo que estivessem fumando muito loucos, na verdade era assim porque nunca dividimos tanto tempo juntos.

Quando viajamos pra praia eu quase senti o que estou sentindo agora, mas eu ainda tinha o Fran, me distraía e me fazia me sentir menos pior.

Mas dessa vez, nem a Mariana me salvou. Me senti um peixe fora d´agua, eu estava sozinha.

Gostaria que todos os outros soubessem disso, mas acredito que não vale a pena, nunca mudou, nunca foi diferente, e não vai mudar do dia pra noite. Se eu não conquistei isso em quatro anos, não vou conseguir agora.

Gosto muito de vocês todos, de cada um de forma especial. Minha opção foi não fazer o que vocês tanto “curtem” e por isso eu pago o preço.

Não vou deixar de sentir o que sinto por cada um, só que agora sei da minha condição e vou respeitar minha decisão.


Ano que vem eu volto pro JUCA, vai ser outro momento, uma outra fase, vou querer curtir tudo de novo mas de forma diferente; vou agarrar o homem-pássaro, vou dormir com o prova-surpresa, vou pegar o mestre-de-bateria, NÃO vou beijar o goiaaaaabiiiinha...rs...e vou aproveitar “NOVAS” pessoas...espero...

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